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terça-feira, 24 de março de 2009

Documentoscopia - parte II

O perito em documentoscopia forense necessita, além dos equipamentos, de enorme conhecimento, particularmente dos dispositivos gráficos de segurança como microletras, fundos numismáticos, rosáceas e imagens latentes, etc. e também de tintas especiais, sem contar com a notória noção das fases de produção gráfica e fotografia, devendo estar sempre atento a novas técnicas de falsificações.
Deverá também ter uma percepção fora do comum e uma capacidade de observar detalhes que normalmente escapam ao olho comum, detectando a fraude por menor e mais bem-feita que seja, mesmo que somente uma letra ou um pequeno número tenha sido adulterado.



(em cima, o verso de uma nota de 10 euros, exposto a ultravioletas e a filtro; em baixo, uma tentativa de fraude.)

A documentoscopia divide-se em vários segmentos:

• Grafotécnica
Intervenções para determinar a ocorrência de adulterações de documentos escritos, análises de anterioridade de escrita em documentos, etc.

• Mecanográfica e Informacionais
Perícias para apuramento de falsificação de objectos mecanográficos, falsificações em impressões a laser e jacto de tinta.

• Papéis de Segurança
Perícias para identificar adulterações em papéis moeda, adulterações de documentos de segurança, adulterações de travellers-checks, adulterações de selos fiscais.

terça-feira, 17 de março de 2009

Documentoscopia: a ciência de desvendar fraudes

As fraudes, roubos de identidade e falsificações são crimes ainda recorrentes na nossa sociedade. A documentoscopia forense é a ciência que estuda, analisa e identifica os diversos tipos de falsificações e adulterações. Em resumo,
documentoscopia é uma ciência que visa apurar a autenticidade ou autoria não só de documentos, tal como o nome nos levaria a pensar, mas também moedas, selos, cartões de crédito, cheques, contratos, procurações, certidões de nascimento e óbito, entres outros, e até fitas de vídeo ou de áudio, quadros ou pinturas.





Normalmente numa falsificação são utilizados objectos que são facilmente encontrados em casa ou em estabelecimentos comerciais comuns, tais como cola, lixas de unhas, agulhas, produtos químicos normais. Porém, em casos de contrafacção, os equipamentos e técnicas utilizadas serão sempre os mais modernos possíveis porque a contrafacção consiste em replicar um documento ou até mesmo um objecto da maneira mais semelhante com o original.


Como os equipamentos utilizados nas fraudes são os mais modernos possíveis, os equipamentos periciais também têm de acompanhar este desenvolvimento tecnológico. Num laboratório, temos portanto: equipamentos de iluminação compostos por luzes ultra-violeta e infra-vermelhos, documentoscópios, câmaras de alta resolução, microscópios estereoscópicos, negatoscópios, aparelhos de medição de peso e espessura, ampliadores ópticos, reagentes químicos, etc.