segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Anatomia Patológica Forense

O que é ?

A anatomia patológica é um ramo da patologia que lida com o diagnóstico das doenças baseado no exame macroscópico de peças cirúrgicas e microscópicos para o exame de células e tecidos.A ciência forense recorre a esta disciplina para a concretização do seu trabalho, por isso fala-se em anatomia patológica forense.





História


Giovsnni Battista Morgagni é considerado o pai da anatomia patológica moderna devido ao livro por ele publicado “Sobre os lugares e as Causas das doenças anatómicas verificadas”, em que descreve a vida dos seus pacientes, a maneira como morreram e as autópsias que conduzia.


Para que serve?

O médico especialista em Anatomia Patológica é o patologista. O patologista tem ampla actuação na ciência médica. Existem patologistas dedicados preferencialmente ao desenvolvimento científico, geralmente através da patologia experimental. Outros actuam preferencialmente na sala de autópsia, no estudo da história natural das doenças. Aqueles que se dedicam preferencialmente à patologia diagnóstica são denominados patologistas cirúrgicos.

Os técnicos de anatomia patológica e os médicos anátomo-patologistas avaliam, planeiam e processam amostras de tecidos e de células isoladas, colhidas em organismos vivos ou mortos, para a sua observação óptica ou electrónica, a nível macroscópico e microscópico.



terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Resultados da sondagem nº 2

Durante a semana passada colocámos a seguinte questão: Quais as ferramentas essenciais na mala de um criminalista?

As respostas foram:
Lupa, seringas e reagentes 8 votos (16%)
Luvas de acrílico 25 votos (52%)
Lápis, papel e fita adesiva 12 votos (25%)
Pinça e tesoura 3 votos (6%)


Desta vez, a resposta correcta não foi a mais votada. A resposta correcta é Lápis, papel e fita adesiva, pois estes é que eram os elementos mais básicos, apesar de todos os outros também fazerem parte da maleta do criminalista.


Ao chegar ao local do crime, o criminalista deve marcar imediatamente as coordenadas do local utilizando para isso lápis e papel. Paralelamente deve isolar a área usando a fita adesiva. Só posteriormente serão necessários os objectos enunciados nas outras opções.

Verificamos que 52% dos votantes escolheram a opção luvas de acrílico. O manuseamento com luvas de acrílico pode danificar os vestígios, sendo mais aconselhável o uso de luvas de látex.
Podemos dizer que desta vez os cibernautas frequentadores do nosso blog “caíram” na nossa “ratoeira”.

Não percam a próxima questão, porque nós também não!

Biologia e Genética Forense (ParteII)

Como funciona:
A resolução dos casos relacionados com esta área, assenta na individualidade biológica de cada indivíduo fundamentando-se na exclusividade, na igualdade e invariabilidade da molécula do DNA, presente em todas as células de um organismo. O DNA é único para cada ser humano! O indivíduo fica perfeitamente identificado através do estudo da sua molécula em qualquer vestígio biológico que lhe pertença.


Os laboratórios de DNA forense, são voltados para elucidação de delitos e identificação de pessoas. A sua metodologia envolve as seguintes etapas:
a) Recolha dos materiais: a quantidade, exactidão e fiabilidade dos resultados dependem de procedimentos que devem ser rigorosamente adoptados desde o isolamento do local do delito e do levantamento das amostras biológicas a serem encaminhadas para o laboratório.
b) Extracção do DNA. Há uma extracção do ADN proveniente do núcleo das células. Porém, quando as amostras são escassas em material genético proveniente de células nucleadas, procede-se alternativamente à analise do DNA mitocondrial.
c) Quantificação do DNA: obtenção de parâmetros para balanceamento químico da etapa posterior.
d) Amplificação do DNA através da PCR (Reacção em Cadeia da Polimerase) que proporciona filamentos replicados de DNA, úteis à investigação. Através desta amplificação das sequências da molécula torna-se possível a visualização dos vários polimorfismos do DNA. Os principais polimorfismos estudados são STRs (Repetições Curtas em Tandem) que são regiões de pequenas sequências repetitivas, de 3 a 7 pares de bases de comprimento, distribuídas em todo o genoma humano.
e) Análise Comparativa do DNA das Amostras.

f) Cálculos estatísticos,feitos através do princípio de Hardy-Weinberg.
g) Elaboração de Relatório. Se o DNA do suspeito não coincidir com a evidência, teremos uma “exclusão” ; se a interpretação do perfil falhar por alguma razão, diz-se que o resultado é ”inconclusivo” ; se coincidir com a amostra, observa-se uma ”inclusão”.



-Para que o estudo do DNA em casos forenses tenha sucesso, é indispensável que as amostras biológicas no local do crime sejam correctamente identificadas, colectadas, embaladas, armazenadas e enviadas para o laboratório para estudo.

-"O DNA só funciona com comparação. Não adianta nada ter uma amostra mas nenhum suspeito", afirma Daniel Muñoz. Para superar esse obstáculo, vários países começaram a criar um banco de dados com o código genético de todas as pessoas acusadas de algum delito.

-O nível de sofisticação atingido pelos laboratórios permite determinar a composição e a origem de cabelos, tecidos, suor, grãos, sementes e até pólen de plantas encontradas na cena do crime – evidências úteis para descobrir os lugares por onde a vítima passou.

" A identificação positiva através do perfil de DNA é um facto. Não se trata de algo subjectivo ou influenciado pelas variações das emoções humanas"
Willian Sessions ,
director do FBI, 1989