terça-feira, 21 de abril de 2009

Ferramentas na Investigação - mas das quais ninguém fala, parte II

A fotografia científica auxilia sob dois aspectos muito importantes. O primeiro é em benefício do próprio perito, que terá condições de visualizar posteriormente as condições exactas do local antes de qualquer exame e, com isso, poderá auxiliá-lo, em muito, na análise geral dos vestígios. O segundo aspecto é o facto de a fotografia servir futuramente como ilustração e prestar suporte visual, junto dos mecanismos ditados pela Lei que se seguem à investigação.
Durante o desenvolvimento de todo o exame do local e do cadáver, a fotografia deverá preceder qualquer outra atitude, no sentido de evidenciar o vestígio na sua forma original. Deste modo, cada detalhe que os peritos considerem importante, deve ser também fotografado. Nesta situação, há dois tipos: fotografia de pormenor e com recurso a ultra-violetas.


Fotografia de pormenor



Fotografia com recurso a ultra-violetas

Com recurso a ultra-violetas, consegue-se identificar tatuagens que à partida seriam difíceis de se percepcionar ou, por exemplo, quais os dentes chumbados e os respectivos compósitos que, contudo, podem ser uma informação importante para a investigação.


quarta-feira, 15 de abril de 2009

Ferramentas na Investigação - mas das quais ninguém fala

Retratos Robot
Os desenhistas têm que proceder à elaboração de um retrato baseado no que várias pessoas afirmam. São, por vezes, a única fonte de identificação de um criminoso.













Croquis da cena do crime

Outro recurso importante e necessário que os peritos não podem prescindir é a elaboração de um croqui do local, onde deverá constar a localização do cadáver e principais vestígios, com respectivas medições. O importante do croqui é a visualização geral, sendo que em muitos casos não é preciso elaborá-lo à escala. Evidencia pormenores, identifica áreas e marca a movimentação do suspeito e da vítima. No caso do cadáver, é necessário marcar todas as lesões sofridas pela vítima.